Thursday, August 31, 2006

.existirmos, há q será que se destina?


Não há existência se não houver a consciência de tal. Uma pedra só existe no meio do caminho se alguém disser que ela está lá. Ela por si só não se define, ela não tem a capacidade de existir para si mesma, existe apenas para os outros que a percebem. Também os vegetais, por mais que respirem e dêem frutos, não existem por se só, somente outros seres com inteligência suficiente para reconhecer uma árvore, uma flor ou um espinho serão capazes de saber da existência destes... e aí me vem um pensamento que não se sustenta: deve ser horrível passar uma vida inteira sem saber da própria existência!
enfim, pouco importa...

a arte só existe para nós porque vermos aquilo como arte, o sol só tem importância por que precisamos dele, alguém só é engraçado se tiver um outro alguém que ache graça. A existência é algo muito relativo, apesar de parecer absoluto.

A própria relatividade não existia há mais de cem anos atrás.. e o que a faz existir agora? E daqui a cem anos quem saberá que um dia existimos? A existência pode transcender a vida e a morte, pq ela não morre com nosso corpo, mas sim com a memória de quem nos conheceu; e ela começa antes mesmo de nascermos com um enjôo ou um teste de farmácia.

Tuesday, August 15, 2006

hello!
Depois de algumas décadas de descanso, eu estou de volta ao mundo das postagens. Dessa vez eu decidi postar algo muito pessoal e que, duvido que vcs consigam entender completamente (até pq vcs NAO devem tentar entender..)

só um avisozinho... quem achar muita viagem...FODA-SE!!

" owww how time flies..."

-se um dia alguem me perguntasse quais eram as coisas mais bonitas da vida, eu nao teria muita dificuldade para saber quais eram, mais talvez teria problemas para traduzir. Eh por isso que eu n sei se vou conseguir explicar..
"a cada sete anos, o corpo humano tem todas as suas celulas trocadas"-isso n significaria algo pra mim se a mente nao estivesse,tambem,envolvida. de fato, ela eh a mais afetada com esse mudança,jah ki as celulas de uma certa forma "imitam" as anteriores, mas a mente nao. os momentos e as coisas ao nosso redor vao se sucedendo de modo que agente n percebe o nosso proprio giro interno. estamos no olho do furacão e por isso n sentimos a sua força. mas basta olhar um pouco pra traz que percebemos a grande diferença de antes e depois.de repente, auquele dan nao eh mais o mesmo de antes (e se brincar sera dificl achar algum resquicio meu de antes). ao longo do tempo, foram se formando varios "eu's" dentro dagente e hoje,eles coexistem..

Em segundo lugar, vem o mais importante (e o mais dificil de ser explicado)E eh simplesmente o fato da ilusao da vida. A cada novo momento a vida tem a habilidade de mudar totalmente de sentido e fazer com que agente tbm mude com ela, e entao passamos a sentir algo totalmente diferente, que so agente sabe explicar (vc pode estar se lembrando da sensaçao de algum momento muito foda pra vc) ela n eh a mesma da que uma pessoa que estava com vc sentiu, mas deve ser tao especial qto. mas a parte incrivel eh que esses sentimentos nao duram muito.logo eles sao substituidos por outros, melhores ou piores, mesmo que vc tente manter a mesma rotina de antes. agora imagine que -n me axe maluco por causa disso!- vc está dentro de uma bola gigante cheia de espinhos ocos por fora...durante toda sua vida, vc tera a oportunidade de entrar nesses espinhos..

...pausa pra um cigarrinho. quem quiser parar de ler pode...


..e em cada um destes pequenos espaçozinhos vc terá uma sensaçao diferente, que te fara esquecer todo o resto.O tempo que vc passará em cada um destes depende da força com que cada um te suga. O chato disso tudo, eh que sabemos que sempre existe a possibiliade de cairmos desse espinho e entrar em outro, o que dá medo que de uma hora pra outra, deixemos de viver aquela sensaçao particular..

entao.. Entao façam suas malas (ou nao),vamos vagar por aí. Porque o tempo voa

Sunday, August 13, 2006


Faz mais ou menos um mês que eu escrevi aqui nessa bodega e decide, internamente, que voltaria a escrever com um prazo de um mês. Pois bem cá estou.
Um mês.
Tempo o suficiente pra uma vida da lua. Tempo para uma mulher perder a oportunidade de ficar grávida. Vimos o sol nascer trinta vezes e se esconder mais trinta. Das compras que fizemos no supermercado não se tem mais nada, a não ser, aquele restinho de arroz e feijão numa vasilha. Dá para fazer muita coisa em um mês.
Vejamos o mundo. Começou uma nova guerra no Oriente Médio (como se algum dia lá já tivesse tido paz), um vulcão entrou em erupção, uma enchente ali outra lá. Coisas “inesperadas”. E eu. O que foi que eu fiz? Ah, fiz muita coisa. Fui ao cinema, tomei uma com os “coligados”, joguei bola. As aulas começaram, voltei a estudar pesado. Muita coisa mesmo. E de novo? O que fiz? Nada. Simplesmente nada. Não conheci ninguém novo, não fui a lugares completamente diferentes dos quais freqüentava, não experimentei nenhum prato novo, não comecei a fazer nenhuma atividade das quais estava acostumado. Em suma, durante um mês não teve nada de especial.
E o que eu fiz para mudar isso? Também nada. Não, minto. Prometi, mais uma vez, que no dia seguinte iria fazer algo diferente. Entretanto não cumpri. Esse fato de prometer e não cumprir, já faz parte da rotina, ou melhor, tudo isso já faz parte da rotina. E ela já é uma parte minha.
Pois é, um mês se passou tudo a mesma coisa. Quase tudo. Porém, um quase tudo quase sempre é um quase nada.
Nada.
Uma palavra esperando uma tradução da vida.
Vida.
Ela não nos leva a nada.

R.Mota