Sunday, August 13, 2006


Faz mais ou menos um mês que eu escrevi aqui nessa bodega e decide, internamente, que voltaria a escrever com um prazo de um mês. Pois bem cá estou.
Um mês.
Tempo o suficiente pra uma vida da lua. Tempo para uma mulher perder a oportunidade de ficar grávida. Vimos o sol nascer trinta vezes e se esconder mais trinta. Das compras que fizemos no supermercado não se tem mais nada, a não ser, aquele restinho de arroz e feijão numa vasilha. Dá para fazer muita coisa em um mês.
Vejamos o mundo. Começou uma nova guerra no Oriente Médio (como se algum dia lá já tivesse tido paz), um vulcão entrou em erupção, uma enchente ali outra lá. Coisas “inesperadas”. E eu. O que foi que eu fiz? Ah, fiz muita coisa. Fui ao cinema, tomei uma com os “coligados”, joguei bola. As aulas começaram, voltei a estudar pesado. Muita coisa mesmo. E de novo? O que fiz? Nada. Simplesmente nada. Não conheci ninguém novo, não fui a lugares completamente diferentes dos quais freqüentava, não experimentei nenhum prato novo, não comecei a fazer nenhuma atividade das quais estava acostumado. Em suma, durante um mês não teve nada de especial.
E o que eu fiz para mudar isso? Também nada. Não, minto. Prometi, mais uma vez, que no dia seguinte iria fazer algo diferente. Entretanto não cumpri. Esse fato de prometer e não cumprir, já faz parte da rotina, ou melhor, tudo isso já faz parte da rotina. E ela já é uma parte minha.
Pois é, um mês se passou tudo a mesma coisa. Quase tudo. Porém, um quase tudo quase sempre é um quase nada.
Nada.
Uma palavra esperando uma tradução da vida.
Vida.
Ela não nos leva a nada.

R.Mota

1 Comments:

Blogger TuRmA dos QuebradO said...

A vida é algo que temos pra fazer quando nao conseguimos dormir...

5:03 PM  

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